A recente solicitação da equipe de transição do prefeito eleito Fabinho Lisandro, que pediu ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) a suspensão de nomeações decorrentes do concurso público realizado pela Prefeitura de Salgueiro, levanta sérias dúvidas sobre a postura da nova gestão. Embora a decisão do TCE tenha atendido parcialmente a solicitação, suspendendo 46 nomeações, o pedido original revela uma estratégia política questionável, que ignora os direitos dos aprovados no concurso e pode criar um ambiente de incerteza e desconfiança.
A Injustiça com os Aprovados no Concurso Público
Primeiramente, é importante frisar que o concurso público realizado pela Prefeitura de Salgueiro foi uma oportunidade legítima para milhares de cidadãos que, com dedicação e esforço, passaram por um processo seletivo rigoroso. Esses concursados, que esperavam ser convocados para assumir seus postos na administração pública, agora se veem diante de um pedido de suspensão que pode adiar, ou até mesmo impedir, a realização de um direito conquistado de forma justa e transparente.
O que muitos não conseguem compreender é a postura da equipe de Fabinho Lisandro em pedir a suspensão de nomeações sem apresentar uma solução alternativa viável e responsável. Ao tomar essa atitude, a nova gestão não só prejudica os aprovados, mas também gera um clima de insegurança na cidade. Aqueles que estavam confiantes em assumir seus cargos agora enfrentam o temor de ver seu futuro comprometido sem que haja um diálogo claro sobre o assunto.
A Alegação de Problemas Fiscais e a Falta de Planejamento
A justificativa apresentada pela equipe de transição para o pedido de suspensão é a alegação de que as nomeações feitas pela gestão atual poderiam comprometer as finanças da nova administração.
A Falta de Diálogo e Sensibilidade Social
Outro ponto crítico é a falta de diálogo entre a equipe de transição de Fabinho Lisandro e a sociedade, especialmente os concursados. A decisão de suspender as nomeações, sem uma comunicação adequada, parece um golpe na confiança dos cidadãos que se dedicaram ao concurso e esperavam, com justiça, pela convocação. A medida, ainda que parcialmente atendida pelo TCE, é um reflexo de uma gestão que parece estar mais preocupada com números fiscais do que com o impacto social de suas ações.
Em vez de adotar uma postura radical, que suspende direitos adquiridos, a nova administração poderia ter buscado uma solução equilibrada. Um planejamento mais estratégico e uma abordagem que considerasse tanto a responsabilidade fiscal quanto os direitos dos concursados seriam mais adequados. Uma gestão responsável é aquela que, além de controlar o orçamento, também respeita os processos legítimos e o direito das pessoas a uma oportunidade de trabalho digna.
Uma Estratégia Questionável e Seus Impactos
A solicitação de suspensão das nomeações do concurso público de Salgueiro, ainda que atendida parcialmente pelo Tribunal de Contas, é uma ação questionável da equipe de Fabinho Lisandro. Em vez de priorizar o diálogo e buscar soluções equilibradas, a nova gestão adotou uma postura fiscalista, sem considerar os impactos sociais e os direitos legítimos dos aprovados no concurso. Ao fazer isso, Fabinho e sua equipe mostram uma falta de sensibilidade e planejamento, prejudicando cidadãos que, ao contrário de serem vistos como uma prioridade, agora se tornam vítimas de uma gestão sem diálogo e sem estratégias claras.
Fabinho Lisandro tem a oportunidade de demonstrar que sua administração será responsável e justa, respeitando os processos legais e as expectativas da população. Contudo, a primeira ação de sua gestão deixa claro que ele e sua equipe precisarão repensar sua abordagem, colocando a transparência, o respeito aos cidadãos e a justiça social no centro de sua governança.
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