Serra Talhada garantiu três cadeiras na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe): Breno Araújo (PT), Luciano Duque (Podemos) e Sebastião Oliveira (Avante). Para a Câmara dos Deputados, Waldemar Oliveira (Avante) foi reeleito, garantindo mais uma representação para o município.
O feito ganha ainda mais destaque porque, segundo o levantamento publicado após a apuração, Serra Talhada voltou a ter três deputados estaduais simultaneamente. Os três eleitos representam grupos políticos diferentes, mas conseguiram transformar suas votações locais em representação para o município.
Já Salgueiro encerra 2026 sem eleger um deputado estadual ou federal diretamente ligado à cidade. O resultado reacende uma discussão antiga no município: a estratégia de grupos políticos que, em diferentes eleições, acabam concentrando apoio em candidaturas de outras cidades.
Na prática, Salgueiro possui um eleitorado capaz de produzir votações expressivas, mas a divisão entre candidaturas locais e o apoio a nomes de fora pode dificultar a transformação desses votos em representantes próprios.
Enquanto Serra Talhada conseguiu eleger quatro deputados, Salgueiro mais uma vez vê seus votos ajudarem candidaturas que não têm origem política no município.
A diferença entre as duas cidades é evidente: Serra Talhada sai da eleição com quatro representantes eleitos; Salgueiro, com nenhum.
O resultado de 2026 coloca uma pergunta no centro do debate político salgueirense: até quando a cidade continuará ajudando a eleger deputados de fora, sem conseguir eleger um representante da própria terra?







