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Nota de repúdio denuncia abordagem policial e suposta intimidação de estudantes e professores em escola de Salgueiro
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Nota de repúdio denuncia abordagem policial e suposta intimidação de estudantes e professores em escola de Salgueiro

20 de outubro de 2026
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Uma nota de repúdio divulgada nesta terça-feira (20) denuncia uma suposta abordagem intimidatória contra estudantes e professores da Escola EREM Aura Sampaio Parente Muniz. O documento relata a entrada de dois policiais militares na unidade de ensino, acompanhados de um homem que teria se apresentado como representante do Partido Liberal (PL).

Segundo a nota, os policiais, identificados como sargento Ronaldo e Araújo, chegaram à escola em uma viatura de número 1210096. No local, estudantes que utilizavam adesivos com o número 13 e professores que vestiam roupas vermelhas teriam sido abordados sob a alegação de possível prática de crime eleitoral.

O documento, no entanto, contesta a justificativa apresentada para a abordagem e afirma que nem todos os professores estavam vestidos de vermelho. Também destaca que parte das roupas dessa cor fazia parte do próprio fardamento escolar.

Um dos relatos mais graves diz respeito a uma estudante de 18 anos. Conforme a nota, Guilherme Silva teria exigido que ela retirasse o adesivo e ameaçado chamar a polícia diante de sua recusa. Na sequência, o policial identificado como Araújo teria entrado na sala de aula, ordenado a retirada do adesivo e conduzido a jovem à diretoria, pressionando-a com a possibilidade de chamar seus pais.

Os autores da manifestação afirmam que a situação provocou constrangimento e medo no ambiente escolar. Representantes do Partido dos Trabalhadores (PT), do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (SINTEPE), além de pais, mães, integrantes do movimento estudantil e membros do grêmio escolar, teriam sido acionados para tomar conhecimento do caso e avaliar as providências cabíveis.

A nota defende que a escola deve ser um espaço de educação, diálogo, pluralidade e respeito aos direitos fundamentais. Os responsáveis pelo documento pedem a apuração dos fatos e a responsabilização, conforme a lei, caso sejam constatadas irregularidades.

Até o momento, o conteúdo apresentado na nota não permite confirmar de forma independente todas as circunstâncias relatadas. Também não há, no material encaminhado, manifestação dos policiais citados, do homem apontado como representante do PL ou da direção da escola sobre as acusações.


NOTA DE REPÚDIO NA ÍNTEGRA


CONTRA A CENSURA NA ESCOLA EREM AURA SAMPAIO PARENTE MUNIZ

No dia 20 de outubro de 2026, dois policiais militares identificados como sargento Ronaldo e Araújo, em uma viatura identificada pelo número 1210096, entraram na Escola EREM Aura Sampaio Parente Muniz acompanhados de um cidadão chamado Guilherme Silva, que se apresentou como representante do PL.

No local, alguns estudantes que usavam adesivos com o número 13 e professores e professoras que vestiam roupas vermelhas sem identificação foram abordados sob a alegação de prática de crime eleitoral. Entretanto, não eram todos que vestiam roupas vermelhas. Para demonstrar esse fato, foi realizada uma fotografia dos professores, com a autorização deles, que será anexada a esta nota.

Além disso, parte das roupas vermelhas correspondia ao fardamento da própria escola.

Uma estudante de 18 anos relatou que Guilherme Silva exigiu que retirasse seu adesivo e ameaçou chamar a polícia diante de sua recusa. Em seguida, um policial identificado como Araújo entrou na sala de aula, ordenou a retirada do adesivo e a conduziu à diretoria, pressionando-a com a ameaça de chamar seus pais.

A situação provocou constrangimento e medo no ambiente escolar.

Representantes do PT, do SINTEPE, pais, mães, movimento dos estudantes e membros do grêmio estudantil local foram acionados para tomar conhecimento dos fatos e avaliar as providências cabíveis.

Repudiamos toda forma de censura, violência, intimidação e constrangimento nas escolas. O ambiente escolar deve ser um espaço de educação, diálogo, pluralidade e respeito aos direitos fundamentais. Por isso, defendemos a liberdade de expressão, mas exigimos a apuração dos fatos e a responsabilização na forma da lei diante das irregularidades.

NÃO À CENSURA!

POR UMA ESCOLA LIVRE E DEMOCRÁTICA!

20 de outubro de 2026.